Mês: Janeiro 2016

Escritórios de advocacia: administrar por caixa ou por competência?

Finanças empresariais Nem todos se aventuram na leitura mais aprofundada sobre os conceitos de finanças empresariais por considerar o tema chato e muito técnico, específico dos estudantes de contabilidade, economia e administração. Mas para garantir uma boa interpretação da situação financeira de um escritório de advocacia, alguns conceitos são importantes, e conhecê-los se faz necessário. Essa discussão não é nova e muito menos exclusiva no universo da Advocacia. Quase que semanalmente somos questionados sobre qual a melhor alternativa: administrar por caixa ou competência? Normalmente a resposta é, use os dois.

No entanto, é importante ressaltar uma frase que adotamos e usamos frequentemente: “o controle nunca pode custar mais que seu benefício”. O que isso quer dizer? Quer dizer que para pequenos e médios escritórios, o fato de ter um controle, por mais simples que seja, é melhor do que não ter nenhum.

O importante é ter controle

Em boa parte dos casos, os escritórios precisam de um bom controle, não importa o método. No caso de pequenos escritórios, ousamos dizer que uma gestão pelo caixa resolve muito bem o problema. Já no caso de escritórios maiores, que tenham departamentos, trabalhos de captação de novas ações, desenvolvimento de teses que podem demorar anos, faz sentido fazer uma análise sob as duas óticas.

É importante, portanto, entender a diferença entre gestão por caixa e por competência de um negócio. Se optarmos pelo caixa, vamos considerar toda a receita que entra e despesa que sai do caixa dentro do mês (independente de quando tenha sido originada). Caso a análise seja por competência, montaremos o relatório observando a origem da receita ou despesa, ou seja, a data em que aconteceu, não necessariamente a data que entrou ou saiu dinheiro.

Vale lembrar que esses cruzamentos podem elucidar muitas dúvidas sobre resultados de projetos, departamentos e teses. Fique atento e na dúvida, fale conosco.

Qual a projeção dos grandes contenciosos de massa?

Os contenciosos de massa vão acabar? Saiba quais são as projeções para os próximos anos.Se pararmos para fazer uma retrospectiva, os casos judiciais massivos mais conhecidos nos últimos anos começaram a aparecer a partir do início dos anos 2000. Esses casos são originados em uma primeira leva de privatizações, mudanças expressivas em regras de negócio, regulação de mercados e concessões, acontecidos até 10 anos antes.

Observando isso, vasculhando nosso Judiciário, confrontando com a atuação dos órgãos de controle e somando a quantidade de alterações sofridas na legislação na última década, temos uma primeira pista do que pode vir por aí. Além disso, se contarmos os anos de 2005 a 2011, que em geral tiveram bom cenário econômico, excetuando-se a crise de 2008 que refletiu por mais um ano, temos um catalizador, um propulsor de possibilidades.

Por isso, acreditamos que ações que surjam em grande escala ainda terão terreno fértil no Brasil nos próximos anos. É importante que as Bancas estejam preparadas para lidar com isso. Organização, gestores, sistemas, controles e processos são a chave principal para esse tipo de atuação.

É bem verdade que o próprio judiciário vem tentando achar formas mais eficientes de lidar com a situação, criando possibilidades de julgamentos em bloco, vinculação de decisões. Mas tudo isso tem efeito depois que as ações entraram no judiciário, ou seja, a demanda para os escritórios continuará, pelo menos nas etapas iniciais.

Diante de tal projeção o sistema VIOS pode auxiliar no processo e facilitar a vida dentro dos escritórios de Advocacia. O VIOS surge exatamente da necessidade de se lidar com grandes volumes de ações, com dispersão espacial e variação de teses. Foi concebido não com a visão de departamento, mas como fluxo de trabalho, onde uma etapa cumprida por uma pessoa, alimenta a etapa seguinte. Além disso, pelo fato de ser Nativo Web, é um sistema para ser acessado de qualquer local que tenha internet.

Acesse www.vios.com.br e entenda o sistema e suas facilidades.

Como gerir serviços consultivos em um escritório de advocacia?

Advogado Vitor Hugo Cenci dá dicas de como gerir serviços consultivos em um escritório de Advocacia
Advogado Vitor Hugo Cenci dá dicas de como gerir serviços consultivos em um escritório de Advocacia

Entrevista com Vitor Hugo Cenci, do escritório Guimarães e Santiago

Para quem resolveu fazer parte de um escritório de advocacia ou ter o próprio escritório, o começo, bem como a manutenção do negócio, pode parecer um desafio e tanto. Algumas dicas são fundamentais para garantir uma boa gestão, assim como o crescimento do seu empreendimento – afinal, você é advogado e também empreendedor. Conversamos com o advogado Vitor Hugo Cenci, do escritório de advocacia Guimarães e Santiago, em Florianópolis, e separamos algumas informações que podem ser bastante úteis para gerir o negócio.

VIOS – Como o ocorre o contato com clientes para apresentação dos serviços?

Vitor – Na advocacia a relação com o cliente é baseada na confiança; então no contato com o cliente é necessário demonstrar o conhecimento sobre o problema que ele enfrenta, a experiência do profissional naquele assunto e convencê-lo que a solução proposta irá resolver o problema da melhor maneira viável.

VIOS – E como acontece a precificação destes serviços?

Vitor – Nas atividades de consultoria muitas vezes o cliente ainda não tem um problema concreto para poder mensurar seu potencial risco/prejuízo, deste modo o escritório precisa trabalhar com uma estimativa de horas de dedicação ao cliente. Buscamos estimar e oferecer um pacote específico de serviços por período de até seis meses, no qual também conseguimos conhecer melhor o cliente e identificar seus potenciais riscos; após este período podemos, cliente e escritório, melhor identificar os benefícios e dedicação para então iniciar uma relação mais longa.

VIOS – Na sua opinião serviços de consultoria ajudam a reduzir o contencioso de empresas?

Vitor – Nossa experiência é que a consultoria reduz consideravelmente os litígios das empresas, especialmente no aspecto trabalhista, dando mais segurança para os empresários se dedicarem aos produtos/serviços da empresa.

VIOS – No caso do escritório Guimarães e Santiago, como ocorre a demonstração de serviços realizados para clientes e a prestação dessas contas?

Vítor – Precisa fazer parte da rotina do escritório a constante comunicação com o cliente para demonstrar os serviços realizados, o que exige a utilização de uma ferramenta de gestão dos processos e consultas ágil e fácil, permitido o registro de todas as atividades, tempo de dedicação e valores de potenciais riscos/prejuízos gerenciados pelo escritório.

VIOS – E quando nos referimos aos serviços consultivos, como funciona o relacionamento com clientes?

Vitor – Confiança é a base do serviço jurídico, por esta razão o escritório precisa ser transparente e claro com as informações do cliente, dedicando profissionais competentes e qualificados para atendê-lo.

VIOS – Podemos notar que o escritório presta um serviço em que os profissionais passam algumas horas semanais na empresa dos clientes. Qual a necessidade e diferencial desse serviço?

Vitor – Percebemos que esta presença reforça a relação de confiança e nos permite prestar um serviço mais personalizado ao cliente, o qual percebe mais claramente o valor agregado da consultoria.

Acompanhe semanalmente a atualização dos posts e esteja por dentro dessa e outras entrevistas e assuntos relacionados ao universo da advocacia.

Existe uma forma ideal de gerenciar o jurídico das empresas?

gerenciar o jurídico das empresas
A gestão do departamento jurídico depende de uma boa formação acadêmica, experiência de mercado, cursos e eventos de atualização

Nos mais variados ramos de atuação, o bom funcionamento do departamento jurídico de uma empresa é algo fundamental para que haja uma boa gestão empresarial. Independente do campo, o arcabouço legal do Brasil é complexo e inseguro, o que faz com que entidades, empresas e profissionais tenham que se proteger de diversas formas.

Dependendo do ramo de atividade, as empresas podem ter campos do Direito mais importantes para suas tarefas do que outros. Empresas de software, por exemplo, precisam de proteção de Capital Intelectual; já empresas que exportam e importam produtos precisam de Direito Legal e Tributário. E tem ainda as empresas com uso de mão de obra intensiva que necessitam de Direito do Trabalho. Independente do ramo, o advogado em questão deve estar o mais capacitado possível para gerenciar o jurídico de qualquer empresa da melhor forma. Essa capacitação deve ser resultado de uma boa formação acadêmica, além de experiência de mercado, cursos e eventos de atualização, entre outros.

Outro ponto importante que precisa de destaque é a postura do profissional. Provavelmente empresas que necessitam de negociações com outras empresas (recuperação de ativos) tenham uma postura mais agressiva, por outro lado, empresas com relações internacionais ou relações com acionistas, tenham posturas mais negociáveis.

Eleito o modelo de gestão do departamento jurídico, sendo este complexo ou enxuto, deve-se passar a compor as equipes internas de trabalho. Uma das missões mais difíceis na área de recursos humanos é a de administrar os talentos dos advogados, quer em um escritório de advocacia, quer em um departamento jurídico. Assim, o coordenador do departamento jurídico deve apresentar um alto grau de habilidade para alcançar um bom resultado com sua missão. Importante lembrar que o número de advogados por área ou células de trabalho vai depender do volume de trabalho demandado pelos outros departamentos.